Dez delegados da Polícia Civil, atuando voluntariamente no Departamento de Flagrantes e na Operação Lei Seca, divulgaram um manifesto na última segunda-feira (24), alegando insatisfação com a falta de atualização da Gratificação de Atividade Voluntária de Fiscalização de Trânsito que recebem.
No documento, questionam os valores pagos aos policiais militares e servidores do Detran, ameaçando interromper a atuação na Lei Seca até que a situação seja revista.
Os delegados detalham os valores recebidos pelos servidores do Detran, comandantes e policiais militares, e afirmam que estes estão sem correção desde 2017. A discrepância nos valores entre os diferentes profissionais envolvidos na operação é apontada como falta de isonomia. Os delegados defendem que deveriam receber uma quantia maior.
O manifesto ainda relata que, devido à falta de estímulo, houve diminuição do número de voluntários e, consequentemente, as prisões por embriaguez ao volante passaram a ser responsabilidade do plantão ordinário do Departamento de Flagrantes, sobrecarregando-o. Os delegados destacam que a operação Lei Seca só pode ser executada com ação conjunta entre Detran, Polícia Militar e Polícia Civil, sob pena de se incorrer em crime de responsabilidade.
O documento foi encaminhado para representantes sindicais da categoria, deputados estaduais e formalizado como denúncia junto ao Ministério Público do Estado. A resposta das autoridades competentes, bem como o impacto dessa manifestação na continuidade da Operação Lei Seca, ainda é incerto.
Fonte: Rolim Noticias